A RTP e o serviço público.

No seguimento deste artigo do Observatório da Má Despesa Pública que cita uma noticia avançada pelo Diário Económico venho, mais uma vez, repudiar a forma como o “regime” continua a achar que sabe melhor o que eu quero do que eu.Não se trata sequer de uma questão de ordenados porque até acredito que existam inúmeros profissionais de excelente qualidade na RTP. Uma coisa é educação e saúde outra coisa são programas televisivos que o estado produz, para os quais vai “roubar” preciosos euros directamente ao bolso do contribuinte. Não digo que muitos contribuintes achem muito importante o Preço Certo ou achem excelente o programa Verão Total. Não é isso que está em causa, o que está em causa é que eu não tenho interesse de espécie nenhuma nessa programação nem em telenovelas de produção nacional nem estou especialmente interessado no supostamente isento noticiário nacional. Por muito que eu vibre com um qualquer programa da RTP que direito tenho de imputar a todos os outros cidadãos deste país que o financiem? Nenhum, é óbvio e só não é óbvio para quem tem interesses directos como o comediante Bruno Nogueira que afirmava na Rádio que se sentia muito “irritado” quando lhe atiravam à cara o argumento do serviço público. Respondia então o comediante que o que ele fazia era comédia e que o povo português precisava de rir e por isso era serviço público… E aqueles que não lhe acham graça nenhuma tem de pagar para que outros atirem umas gargalhadas? Como dizia Bastiat, “The State is the great fiction through which everyone endeavours to live at the expense of everyone else.” 

Se quiserem aprofundar mais este tema, aconselho uma visita a esta monumento de relações publicas.

http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/governodasociedade/missao.php

algumas pérolas

• Garantir a emissão de programas que valorizem a economia e a sociedade portuguesa, na perspectiva do seu desenvolvimento.

• Assegurar uma informação precisa, completa e contextualizada, imparcial e independente perante poderes públicos e interesses privados.

• Manter uma programação e informação de referência, contribuindo desse modo para regular e qualificar o universo do audiovisual nacional.

Por favor acabem com a RTP (1), RDP, RTPN, se precisam mesmo deixem UM CANAL com um orçamento limitado (sem hermans, brunos, e albertos) e que se faça o melhor possível.


Santo Michael Moore?

Não, longe disso, mas uma discussão recente com um amigo fez-me lembrar a necessidade de tirar este Sr. do Pedestal.