Dominar a besta!

Primeiro, para atacar o problema é preciso reconhece-lo  e compreende-lo. Porque razão o estado, e a sua intrusão na vida económica e social das pessoas, não para de crescer?

“The vested interests opposing change are huge: the state’s growth has been encouraged by the right as well as the left, by favour-seeking companies as well as public-sector unions, by voters as well as bureaucrats. Indeed, given the pressures for ever larger government, many reformers feel they will have to work hard just to keep it at its present size.”

Após compreender que, tanto organizações ditas de “esquerda” como aquelas que são rotuladas como de “direita” estão directamente relacionadas, com boas ou más intenções, com o aumento imparável e inexorável da maquinaria do estado . De facto um dos meus ódios pessoais parece emanar de todas as direcções e tem uma origem popular e por vezes (raramente) totalmente consensual.

“The European Union has also produced a thicket of red tape. Some are prompted by the left (diversity, health and safety), others by the right (closed-circuit cameras, the war on drugs).”

O problema começa a aparecer mais significativamente na opinião publica quando os sindicatos afectos à função publica se recusam a recuar perante dificuldades claras e extremas no sector publico. A partir desse momento o trabalhador do sector privado passa a olhar com algum descontentamento os movimentos sindicais, que, na minha opinião, tem feito um mau papel… uma espécie de terrorismo urbano em que quem mais sofre são os utentes dos serviços (falo obviamente dos serviços públicos) que sofrem com o aumento das condições dos trabalhadores do serviço (mais ordenados maior despesa do estado) e com a interrupção dos próprios serviços (comboios, etc).

“private-sector workers are reacting with fury to the perks their public-sector cousins enjoy at their expense. The German Language Society’s word of the year for 2010 was Wutbürger (irate citizen).”

Os sindicatos tem alguma razão quando falam em desperdícios e falta de eficiência na gestão. Uma das coisas que sempre me restringiu na minha opinião sobre o papel do estado na sociedade foi o facto de alguns países (nomeadamente algumas sociais-democracias do norte europeu) possuírem um estado bastante mais eficiente e menos corrupto. No entanto continuo crente que, um estado mais pequeno, sobretudo na nossa situação, seria benéfico, mais “controlável” e mais eficiente.

“Moreover, some governments are massively more efficient than others, and there are huge gains to be achieved merely by bad governments copying what good governments do—such as planning ahead, backing winners and rewarding people for doing the right thing.”

“Our politicians on the whole are not corrupt. But they are not delivering the services people want. The emerging world is deciding what sort of government it wants. It looks at us and sees a system that costs a lot and does not deliver enough.” – Tony Blair

Todas as citações deste “post” provem deste artigo:

http://www.economist.com/blogs/multimedia/2011/03/special_report_state

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